Troco o dia pela noite, e me arrependo quando acordo tarde e vejo que o dia passou. Mas, que dia?
A noite me acompanha, me instiga e me acalma. Nela tenho minhas melhores e piores ideias, os melhores e os piores sentimentos, nela me confundo e nela me esclareço.
Acordo em outro dia e agradeço por mais esse, embora a dificuldade de me manter de pé.
Me sinto ingrata ao estar triste tendo a base de vida que tenho, mas o sentimento, a cabeça e o coração, me fazem me sentir um ser miserável.
Miserável e covarde.
Me falta algo palpável.
Amar sem medo, com conforto e leveza.
Mas minhas raízes estragaram a muito, e não tenho pés para fincar meus sentimentos.
Nunca houve alguém pra segurar minha mão e falar que vai dar certo. Posso acreditar que haverá?
Não há coragem quando se tem a mente fragilizada. Às vezes ela me aparece num rompante, e vivo o que tenho que viver. E nesses altos e baixos vou me carregando pra um lugar que eu nem sei.