quarta-feira, 12 de outubro de 2016

o dia seguinte

  No dia seguinte nada sai como planejado, pro bem e pro mal. Nenhum exame foi feito, nada foi feito durante a manhã. Ficou na cama até a exaustão e a turbulência de sonhos desagradáveis. Toma seu banho ao som de alguma música para animar, coloca sua comida e se arruma para ir a faculdade fazer trabalho.
  Na rua ao sentir o vento frio em sua pele e cabelo, seu coração se acalma um pouco, se sente isolada, se sente vulnerável, sua pálpebra repuxa sozinha contrariando seu exterior calmo.
  Ao chegar na faculdade ela dá de cara com um professor do antigo curso que fez, ele a reconhece, ponto pra ele, eles conversam, ela "revela" que desistiu, ele se surpreende e diz que o que curso que ela escolheu era a segundo opção dele na época que prestou vestibular, pergunta se ela começou do zero, ela diz que sim, ele elogia a coragem da ex-aluna e aprova a situação, eles se despedem e ela pensa o quão surreal foi a situação pra ela. Nunca pensou que ele sequer lembraria dela, quiçá daria "apoio" a mudança. 
  Ela segue pra coordenação, a coordenadora está atrasada. Quando ela chega, resolvem tudo em menos de 5 min. E ela consegue a liberação pra fazer o trabalho na agência da universidade. Chega sozinha pois as meninas que fazem parte do seu grupo não chegaram ainda. Conversa e conhece o pessoal da agência, pergunta se pode participar e em poucos minutos ela já está dentro. Quem diria?
  Uma das meninas chega, o trabalho é em grupo, ela quer apressar as coisas pois é seu dia de folga e precisa resolver suas coisas. Contrariada, ela enrola a espera da menina que falta. Ela chega, fazendo a fotografia que precisamos e vamos embora.
  Não dá tempo de ir pra aula de dança. Mais uma frustração. Ela não consegue ver as coisas boas que aconteceram no dia e nem valorizou quem deu ouvidos a ela quando estava tentando desabafar, ela não sabe de nada. Agora ela escreve como que em um diário digital, que vai ficar perdido nesse mundo para quem sabe alguém a entende e a decifre.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

aflição noturna

 São 23h da noite, deito para minha rotina antes de dormir. Me perco entre as fotos dos que sigo e das sugestões. Volto ao Facebook. Dou uma olhada no Snap, o celular trava. "Merda de celular". Termino com todas as vidas dos joguinhos do celular. 
 São 1h manhã e nada de sono. Pego um livro pra ler. "Ai que fome, merda de jejum, odeio fazer exame".
 São 2:30h da manhã. 
 "Se eu comer agora, dá tempo de fazer o exame até às 10h, como ou não como?"
 São 3:30h. Revejo as redes sociais. Acabo com as vidas que mal acabaram de se refazer nos joguinhos. Leio mais.
 São 4h da manhã. Desligo a luz do quarto, agora vai. "Vou buscar memórias boas pra ficar feliz". Não me vem a mente e o que vem não me deixa bem, vejo que não tenho sentido importância nas coisas. "Meu Deus, o que tá acontecendo comigo?". O estômago ronca. "Que fome! Se eu comer agora, que horas eu tenho que fazer exame?". Entro no site do laboratório. 
  4:20 da madrugada. Como um fruta, dois biscoitos e alguns ml de água. 
  "Graças a Deus, comida! Devia ter comido direito mais cedo, nada disso estaria acontecendo."
  5h da manhã. Os pássaros fazem barulho, os ônibus começam a passar com mais frequência na rua.     "Vou ficar virada, dane-se."
  5:20 da manhã. As pálpebras se fecham, enfim o sono chega, o estômago parcialmente cheio e tranquilo. Me desconecto.