segunda-feira, 10 de outubro de 2016

aflição noturna

 São 23h da noite, deito para minha rotina antes de dormir. Me perco entre as fotos dos que sigo e das sugestões. Volto ao Facebook. Dou uma olhada no Snap, o celular trava. "Merda de celular". Termino com todas as vidas dos joguinhos do celular. 
 São 1h manhã e nada de sono. Pego um livro pra ler. "Ai que fome, merda de jejum, odeio fazer exame".
 São 2:30h da manhã. 
 "Se eu comer agora, dá tempo de fazer o exame até às 10h, como ou não como?"
 São 3:30h. Revejo as redes sociais. Acabo com as vidas que mal acabaram de se refazer nos joguinhos. Leio mais.
 São 4h da manhã. Desligo a luz do quarto, agora vai. "Vou buscar memórias boas pra ficar feliz". Não me vem a mente e o que vem não me deixa bem, vejo que não tenho sentido importância nas coisas. "Meu Deus, o que tá acontecendo comigo?". O estômago ronca. "Que fome! Se eu comer agora, que horas eu tenho que fazer exame?". Entro no site do laboratório. 
  4:20 da madrugada. Como um fruta, dois biscoitos e alguns ml de água. 
  "Graças a Deus, comida! Devia ter comido direito mais cedo, nada disso estaria acontecendo."
  5h da manhã. Os pássaros fazem barulho, os ônibus começam a passar com mais frequência na rua.     "Vou ficar virada, dane-se."
  5:20 da manhã. As pálpebras se fecham, enfim o sono chega, o estômago parcialmente cheio e tranquilo. Me desconecto.

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