Vamos falar de 2014, foi o ano mais próximo que ocorreu algumas grande mudanças na minha vida que abalaram minha estrutura. Nesse período aconteceram várias situações que me tiraram do conforto que eu vinha mantendo ao longo dos anos. Meu olhinhos não brilhavam mais com a carreira que eu havia escolhido, minha auto estima estava respirando com ajuda de aparelhos, terminei um relacionamento da época de colégio próximo ao meu aniversário e próximo ao Natal meus pais se separaram.
Ah, Carolina, você não acha que está se expondo muito? Não. Isso pode acontecer todos os dias na vida de qualquer um.
Eu não sabia o que fazer, foi um turbilhão emocional, eu não tinha mais idade pra fazer a adolescente revoltada, e tinha entendimento suficiente sobre a situação dos meus pais, e ainda assim me sentia de certa forma culpada e impotente. Sobre meu relacionamento, doeu mais que coice de mula. Tentei fazer a louca da balada
Houve um momento que eu me vi fazendo coisas que julgo como errada, e senti que aquela não era eu, foi aí que eu decidi parar e pedir ajuda. A princípio meus familiares não me deram crédito, porém depois de insistir tive o apoio necessário, e proucurei uma psicoterapeuta.
Desde então eu tenho aprendido cada dia mais sobre mim, o que eu sou, o que eu sinto, o que faz parte de mim, o que é necessário pra mim, etc. E nesse tempo que passou muita coisa mudou. Eu aprendi a lidar com meus pais separadamente, a me respeitar, a me colocar diante das minhas vontades e opiniões, a perdoar, a confiar, a amar novamente, e até de uma forma nova, a mesma pessoa.
Adoraria dizer uma frase original, mas a vida é feita de momentos sim, e a oscilação é que nos mantém sãos. Não existe perfeição, não haverá, e nem acredito que exista, mas há melhora, há crescimento e amadurecimento. E hoje eu escrevi pra dizer que eu tô orgulhosa do que alcançei até aqui.
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